Paredes Geminadas
Achegando-se as paredes de minha casa;
perante concreto deste e dos meus sentimentos.
Apoiava-me para escutar sua voz, quaisquer pequenas falas;
A fim de mantê-lo vivo em mim.
Para recordar-me de seu timbre em minhas memórias;
Remoer a firmeza de minhas dores.
Onde tudo se escuta, a estrutura se iguala,
corações se ferem e se diferem, eis o oco de nossas casas.
Onde vizinhanças invejava; hoje não nos vê sair.
As estrelas uma pipa formava, hoje não estão ali.
Telhados e móveis segredos guardavam, mas guardou o silêncio para si.
Sem o barulho que as paredes causavam o me esqueci de ter morado ali.
Será que os próximos moradores vão sentir?
Toda dor, alegria e momentos que nelas vivemos.
Onde o silêncio faz morada, e o amor tende-se a mudanças.
Se apega a lembranças das paredes de uma casa.
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