Roupa Velha

Aquela roupa nem combinava comigo.
Tudo bem, não te julgo por não entender.
Tirou de sí, e entregou-a a mim.
Ela era confortável, e me aquecia.
Tudo bem, sempre soube que não me pertencia.
Devolvo-a, não precisava pedir,
Tudo bem, ela ficava larga em mim
Tinha um tom cinza, alaranjado.
Aroma novo e amadeirado.
Ela nem combinava tanto assim.
Sei que quando devolver.
Outra pessoa ira vestir.
Sentirá o mesclar de nossos aromas
E sentimentos contidos ali.
Irá guarda quando for inútil a ti.
O amaciante a cada lavada,
tiraria pequenas partículas,
velha e usada, odiada e preferida.
Passou-se o frio, primavera chegaste.
Aliás seja bem vinda!
Tudo bem, não te julgo.
Logo comprará e vestirá outra
Não passará de eflúvios e memórias
ou só uma peça de roupa.

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