O Tempo, o mundo e eu
Talvez eu realmente não consiga abraçar o mundo da forma como eu queria.
Talvez o mundo não seja da forma como eu imaginei aos 12 anos de idade.
Aos 9 anos sonhamos com um brinquedo que outras crianças tem.
Aos 12 sonhamos ser nossos pais até começar a descobrir falhas na perfeição desenhada.
Aos 15 sonhamos
Aos 18 sonhamos com a liberdade, que não vem de forma gratuita.
Aos 21 nos desesperamos pra ser "alguém", até ver o mercado de trabalho, formações e gastos.
Aos 24 entramos em crise existencial e comparativos irreais e depressivos.
Aos 27 buscamos um relacionamento duradouro com medo dos 30.
Nós 30 sentimos falta dos 9, abrimos mãos de algumas coisas se apegando a outras.
Aos 33 buscamos um equilíbrio amoroso, famíliar, pessoal, espiritual apenas pra mostrar suas "conquistas".
Aos 36 sentimos falta de algo, a sensação de incompleto se torna vasta e surpresas aparecem.
Aos 39 reconhecemos nossos passos, buscamos uma pausa, o ritmo se mantém desejando oque não se tem.
Aos 42 queremos experimentar oque não foi experimentado, desejos profundos se afloram e muitos deles mudam tudo.
Aos 45 a sensação de tempo é diferente, o medo é cronológico e a saúde não espera.
Aos 48 grandes perdas acontecem ou aconteceram, frutos se vêem e o começo da paz se inicia.
O mundo no meu tempo ou foi o tempo no meu mundo? Hoje não tenho nenhuma dessas idades, minha cabeça paira em um intermediária e vive em outra descrita.
Se eu pudesse voltar ao tempo ou o futuro alcançar, seriam os mesmos pensamentos?
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