Mastigar você, devorar a saudade e alimentar borboletas.

Como diria Djavan "Eu te devoro", 
Por que te ignoro ou te conheço, 
Devorar é voraz, pra quem tem fome de amor. 
Te conhecer é mastigar, é sentir o sabor.

Se toda saudade virasse alimento, 
Se toda risada virasse saudades. 
Se toda lágrima virasse tempero. 
Seriam trinta e duas mastigadas. 

E ainda sentiria fome, 
Daquelas que confunde borboletas no estômago, com o barulho de um trovão. 
Me devoraria, com sagacidade ou por pressão?

Devore o amor, como devora seu jantar. 
O processo sempre será um ciclo infinito, 
Consumir, digerir e respirar.
Isso serve também no amar. 

Se de quinze em quize, pos-se descansar. 
Como um coração ardente, prestes a gritar. 
De ar em ar, metabolizar. 
Uma pausa pro amor, é uma pausa pro jantar.

Te devoro como abacate, 
Te mastigo como um chiclete, 
E te amo como se fosse almoçar. 
Até por que as borboletas sentem fome, 
Devemos alimenta-las. 

 

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