Lama de porcos

Sonhei com você, antes de nós encontramos.
Eu lembrei da sua voz, mas não permitiram me lembrar do seu rosto. 
Minha menta turbulenta, se acalmou por dias.
E a insônia me perseguia junto ao alcoolismo. 

Me recordo das batidas aceleradas quando avisou chegar.  
Conheceu a minha casa mesmo antes de entrar. 
O seu perfume entrou e se deitou comigo. 
Seus olhares valhavam em uma breve lembrança de amigo. 
Dorme na minha cama, eu durmo no sofá. 
Não se olhe em mim, vai se assustar. 

De todos os pensamentos confusos,
Te analisar era diversão. 
Usar oque faz contra você mesmo, 
Parecia fácil pra você também. 
De todos mecanismos e aparelhos de defesa.
Sua garotinha, se divertiu bem. 

O livro aberto, se escondia da prateleira de exposição local,
Vergonha? Medo? Ou sabia o final? 
Tudo bem, nem todos autores tem autonomia. 
Nem todos gostam de ler oque escreve, apenas se destacam a pra cena fatal. 

Os toques, as conversas, me esqueci como era se apaixonar. 
Me lembrei que antes do sexo, já sentia palpitar.

A insônia me persegue, 
Como uma noite agitada. 
Meu travesseiro tem seu cheiro 
E lembranças suadas. 

Seu reflexo condiz com o meu. 
Não sei se isso é ruim ou bom.
Pois toda verdade tem sua carga. 
E me ver não é fácil assim. 

Dizem que o destinos brinca com o amor.
E que todo mentiroso reconhece outro. 
O destino mentiu bem, e nos desencontrou.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A ponte, a queda e a passagem

A Sala

o Dentista