Filiação imaginária

Todas as vezes que te encontro, você contínua reluzente como as auroras boreais, que em meio a tanta escuridão, se destaca da forma mais natural e bela. 

Dos nomes que demos aos nossos futuros filhos, posso afirmar que em outra realidade Alice teria a sua coragem e paixão, com olhos castanhos, enquanto Vincent seria um contador de histórias como você, apaixonado com a mania de enrolar o cabelo antes de dormir. 

Dos filhos imaginários a um amor projetado, completamente impossível. 
Dos cortes de laços ao desejo encarnado você passou a me dever um sonho. 

Se tudo que criei me dói, por que sinto por algo que nunca tive?
O parto foi prematuro, e a perda repentina. 
E meu ventre ficou vazio. 
Como vai sua paternidade? 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A ponte, a queda e a passagem

A Sala

o Dentista