Barraca no nada
É um violão parado no canto do meu quarto.
É a ausência de um colo.
É o desejo de descansar eternamente.
É o prazer de cada momento.
É poder sentir saudades, raiva e amor
De uma só vez, em um só leito.
É o percurso do caminho,
São as lágrimas caídas.
São os pássaros cantando.
Ou avisando a partida.
É o cansaço cotidiano,
É sentir cada ferida.
É a saudade do silêncio.
É a liberdade de estar sozinha.
É o timbre sem toque.
É a cor sem dor.
São os dias de má sorte.
Ou os dias de calor.
E todas primaveras que comemoramos.
Eu sabia que essa doeria mais.
É a saudade de casa,
É a paz sem um lar
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